O ProSaúde+ permite que 28 professores dos PALOP-TL, Brasil e Portugal da área da saúde (enfermagem, ciências biomédicas, ciências farmacêuticas, medicina, nutrição, psicologia) façam mobilidade durante uma semana. Brevemente estarão aqui alguns dos seus testemunhos.
Mirelle de Oliveira Saes
Docente da Universidade Federal do Rio Grande – FURG na área da medicina, fez mobilidade na Universidade do Algarve, Portugal.
Realizei uma missão académica à Universidade do Algarve (UAlg), em Faro, no âmbito do Programa ProSaúde+ AULP, com o objetivo de reforçar a cooperação entre a Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e a UAlg nas áreas do ensino, investigação e internacionalização.
Ao longo da semana, participei em reuniões institucionais com docentes e dirigentes da Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas, nas quais foram identificadas diversas oportunidades de colaboração, incluindo mobilidade académica, projetos conjuntos de investigação e iniciativas de internacionalização da pós-graduação. Como resultado concreto da missão, ficou acordada a minha participação como docente convidada no Programa de Pós-Graduação em Investigação Clínica e Medicina Translacional da UAlg, através da realização de uma aula online dedicada à epidemiologia, desigualdades em saúde e investigação aplicada em saúde pública.
A missão incluiu ainda visitas à Faculdade de Medicina, ao Centro de Simulação Clínica e a serviços de saúde da região do Algarve, proporcionando um contacto direto com metodologias inovadoras de ensino, nomeadamente a aprendizagem baseada em problemas (PBL), e com modelos de organização do sistema de saúde português. Estas experiências constituíram uma importante fonte de inspiração para o desenvolvimento de futuras iniciativas na FURG, em particular na área da simulação clínica.
Outro momento de destaque foi a participação na sessão pública do 3rd International Portugal–USA Summer Course in Cancer Research, que reuniu investigadores de referência internacional, incluindo dois laureados com o Prémio Nobel da Medicina, proporcionando um valioso espaço de atualização científica e criação de redes de colaboração.
Esta missão permitiu consolidar relações institucionais, estabelecer novas perspetivas de cooperação entre Portugal e o Brasil e criar oportunidades concretas para o desenvolvimento de atividades conjuntas de ensino, investigação e mobilidade académica. Agradeço ao Programa ProSaúde+ AULP e à Universidade do Algarve pelo apoio e acolhimento, fundamentais para o sucesso desta experiência e para o fortalecimento da internacionalização das duas instituições.
Artemisa Maria Mendes Moreno
Docente da Universidade de Cabo Verde, na área de Engenharia Informática, fez mobilidade no ISCTE-IUL, em Portugal.
Venho por este meio expressar o meu sincero agradecimento pelo acolhimento, disponibilidade e atenção que me foram dispensados durante a minha estadia nessa instituição.
A forma como fui recebida, bem como o apoio prestado ao longo das atividades desenvolvidas, contribuíram significativamente para que esta experiência fosse não apenas produtiva do ponto de vista académico e científico, mas também extremamente enriquecedora a nível pessoal e profissional.
Levo comigo aprendizagens valiosas, novas perspetivas e a certeza de que este intercâmbio serviu para fortalecer os laços de cooperação entre as nossas instituições.
Reitero a minha gratidão e coloco-me à disposição para futuras colaborações.
Maria Salomé Custódio Gomes
Docente na Universidade do Porto na área da Medicina, fez mobilidade na Universidade Katyavala Bwila, Portugal
Visitar a Faculdade de Medicina da Universidade Katyavala Bwila (FM-UKB), em Benguela, foi uma experiência extremamente enriquecedora e inspiradora. Tive oportunidade de conhecer colegas docentes, alguns com enormes responsabilidades na gestão universitária, que constituem exemplos de grande dinamismo, dedicação, entusiasmo e resiliência.
A FM-UKB está a passar por um processo de reestruturação, resultado de uma reflexão crítica interna e de auditorias externas, que resultará certamente num crescimento e fortalecimento progressivo nos próximos anos. A consolidação do seu corpo docente, a revisão da estrutura curricular do curso e o reforço das capacidades técnicas instaladas, são algumas das valências cujas melhorias pude observar e testemunhar.
As melhorias em curso permitiram também aumentar o número de vagas para estudantes de Medicina, fixado este ano em 130, o que constitui uma esperança de dar resposta à enorme procura (milhares de candidatos, todos os anos), correspondente por certo à necessidade de formação nesta área, sentida por parte das populações da região. Fiquei muito bem impressionada com os estudantes, que demonstraram, não só grande interesse pelas apresentações que fiz, mas também uma boa preparação prévia e um enorme sentido de curiosidade, tão importante para a procura de conhecimento e da aprendizagem ativa.
Impressionou-me muito positivamente o nível de envolvimento da comunidade educativa com a vida e a saúde das comunidades circundantes. Benguela foi afetada recentemente por fenómenos atmosféricos extremos. Quer os responsáveis pela FM-UKB, quer os seus funcionários e estudantes, participaram no esforço coletivo de apoio às vítimas, incluindo nas questões de alojamento, suporte alimentar e provimento de outros recursos materiais e humanos.
Este espírito de dedicação à comunidade não foi apenas visível numa situação pontual extrema. São também visíveis esforços de trabalho contínuo e permanente, em articulação com as autoridades locais, para proporcionar, entre outros, apoio na educação e na saúde, às comunidades mais frágeis. De notar que estas ações são, não só de enorme valor humanitário, mas preciosas mais-valias pedagógicas para os estudantes da FM-UKB, que muito cedo se apercebem das características das populações que hão-de servir enquanto médicos e também do quanto podem contribuir de uma forma muito produtiva para a sociedade em que se inserem.
Do ponto de vista científico, fiquei a conhecer alguns dos problemas mais prementes na área da saúde pública em Angola e os recursos humanos e técnicos disponíveis para trabalhos de investigação nesta área. Neste contexto, foram estabelecidas as bases para o trabalho conjunto a realizar nos próximos meses no âmbito do Programa ProSaúde+.
Em termos de gestão académica, tenho a expectativa de que esta mobilidade possa dar lugar a parcerias estratégicas entre a Universidade do Porto e a UKB, quer na área da formação médica, quer noutras áreas do conhecimento, igualmente fundamentais para o desenvolvimento humano.
Estou muito grata à AULP, aos Programas Erasmus+ e ProSaúde+ pelo apoio disponibilizado e por terem tornado possível esta mobilidade e a todos os que me receberam em Benguela, pelo enorme carinho, amabilidade e disponibilidade.
Nujoma Agostinho Sancho Quaresma
Docente da Universidade de São Tomé e Príncipe, da área da Engenharia Informática, fez mobilidade no Instituto Politécnico de Beja.
Tive uma boa experiência na visita de trabalho com a excelente equipa do Gabinete de Relações Internacionais, onde pudemos partilhar algumas experiências e obter apoio nos trabalhos desenvolvidos durante a semana, constantes do programa de mobilidade. A recepção pela Presidente do IPBeja foi óptima, com um jantar e uma exposição de fotografias dos docentes do IPBeja numa mobilidade que fizeram a São Tomé na presidência no instituto; discuti assuntos relacionados com a produção de trabalho científico e a preparação para apoio na construção de um plano curricular de mestrado em sistemas de informação e infraestruturas de redes para a Universidade de São Tomé e Príncipe, muito semelhante aos objectivos do mestrado em funcionamento no IPBeja.
Visitei as 4 instituições que compõem o IPBeja, bem como a nova residência universitária. Ainda houve tempo para visita à cidade, ao museu, castelo e a um restaurante onde saboreei pratos típicos da região.
Foi uma experiência muito profícua, inesquecível, e que se abram portas para novos desafios conjuntos entre as nossas instituições.
Alzira Garcês
Docente da Universidade de São Tomé e Príncipe, na área da Biologia, em mobilidade na Universidade de Aveiro.
Gostei da experiência porque foi uma oportunidade de dar aulas em uma Universidade Europeia e também para alunos de nível de Mestrado. Ajudou bastante na comunicação e na elaboração de conteúdo usando ferramentas dentro do PowerPoint anteriormente pouco explorados por mim.





